segunda-feira, 19 de setembro de 2011

* Nova equipe para o último trimestre *


Oi, tudo bem com vocês?
Gostando dos textos postados desde o início do ano?

Estamos aqui, para apresentar a nova equipe de criação de textos para esse último trimestre de 2011. Sendo assim os integrantes da 8ª série A do Colégio de Aplicação: Alexandre Bento, Camila Maia, Eryck Schmitz, Júlia Carioni, Juliana Neves, Kalani Santos, Lucas Borges e Luísa Wandscheer, orientados pelos prof. Fernando Leocino.


Temos o intuito de postarmos textos criativos, divertidos, interessantes, que despertem a curiosidade de você, caro leitor. Além disso, o blog foi feito não só para entreter nossos leitores, mas também para colocar avisos, ou até mesmo trabalhos passados por nossos professores. Com o pensamento de fazer com que nós alunos, tenhamos maior responsabilidade, já que nós jovens quase não saímos da frente do computador.

Compartilhem conosco suas ideias, opiniões, comentários. Para que esse seja um blog ainda melhor.

Então pessoal, por enquanto é isso. Esperamos que vocês gostem dos textos que serão postados a partir de agora ;)

Até mais,
Abraços/Beijos

sábado, 10 de setembro de 2011

Livros, leitura, palavras.


- Carol Gomez

Um país se faz com homens e livros.

-         Monteiro Lobato


Há um assunto sobre o qual que amo conversar e escrever: leitura. Muitas pessoas dizem que não gostam de ler, principalmente os jovens.  O que não nos damos conta é que a leitura faz parte de nossa vida, e embora você pode não gostar de ler livros com muitas páginas, mas pode gostar de ler mangás, ou letras de música, jornais, revistas e por aí vai. 

Leitura é sempre um tema muito amplo (e tem para todos os gostos). Mas vamos estreitar um pouco mais o assunto, falar apenas dos livros.

Livros grandes e pequenos, de romance à terror, auto-ajuda à ficção científica. De todos os temas e tamanhos, de autores nacionais e internacionais, famosos ou nem tanto. Vai me dizer que com tantas opções você não vai querer ler nenhum?

Muitos livros passam a ser mais conhecidos depois de serem adaptados para o cinema, como é o exemplo do Senhor dos Anéis, Eragon (que só teve seu primeiro livro adaptado), O menino do pijama listrado, As crônicas de Nárnia, A saga crepúsculo, Percy Jackson e os olimpianos, Harry Potter, O diário de Anne Frank, Água para elefantes, O código da Vinci, Marley e eu, A última música, Diário de uma paixão, e também os clássicos da literatura como Romeu e Julieta, Orgulho e preconceito, O morro dos ventos uivantes, Drácula, Vinte mil léguas submarinas, Viagem ao centro da terra e tantos outros. Poderia citar inúmeros títulos, de vários gêneros que ganharam as telas do cinema. Você, com certeza, já ouviu falar de muitos deles que estão nessa lista. Mas já leu algum?

Hoje com a internet, filmes, quem iria se interessar por algumas páginas com palavras simples que apesar disso são capazes de te fazer viajar por aí, criar e imaginar, não é mesmo?  Há quem diga que os livros serão extintos com toda essa era digital. Vê se pode!

 

Os livros há muito acompanham os homens. Grandes obras, ensinamentos e muito do que sabemos hoje sobre o passado estão registrados neles. Foram eles os encarregados de levar através dos anos todas essas histórias. Eles permaneceram, sendo lidos e relidos, no tempo. Não é justo que sejam desprezados. As pessoas são incentivadas a fazerem exercícios físicos, mas e o exercício mental? Leitura também é um exercício, gente! Não sei por que tanta gente insiste em não experimentar, ou procurar algum tema que agrade. Quem sabe você ache alguma coisa que interesse a acabe gostando de ler. 

Bom, não estou aqui pra tentar persuadir as pessoas a começarem a ler, mas sim para mostrar que a leitura também pode ser um ótimo lazer. Faço isso para falar um pouco mais sobre esse passatempo que eu amo e que todo mundo diz conhecer, mas que muitas vezes nunca experimentou navegar realmente pelas palavras.

E é isso. Você já leu algum desses livros que eu coloquei na lista? Recomende algum livro. Vamos lá pessoal. Não se acanhem.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A visão do Paraíso


 Carol Gomez

Sempre que nos vem à mente o assunto do “descobrimento”, exploração e colonização dos espaços do mundo, dos continentes, nos lembramos de violência e glória, riqueza e pobreza, diferenças e semelhanças. Nem sempre tentamos enxergar os dois lados da moeda; as duas perspectivas. E muitas vezes simplesmente ignoramos todo o choque cultural que ocorreu nesse período.

Parece mais fácil olhar e imaginar o passado com os olhos do presente. Mas devemos ter o cuidado, já que em muitos casos ainda prevalecem textos, livros apenas com a visão do “conquistador”.

Uma praia brasileira. O mar verde-azulado embalando as caravelas em sua dança, o sol refletindo nas velas brancas do navio. É avistada a terra. Como seria o primeiro contato? Com certeza chegaram a um lugar que não era a Índia e encontraram povos nativos que lá habitavam. 

A primeira visão foi chocante. Os nativos não usavam roupas (como os europeus); andavam nus. Não falavam o mesmo idioma e nem comiam as mesmas coisas. Mas algo ambos os grupos tinham em comum: a curiosidade pelo desconhecido.

Aos poucos viram que a troca mútua de conhecimento e, é claro, mercadorias, principalmente, poderiam ser úteis. Ambos os lados acreditavam estar lucrando. Os nativos se fascinavam com os objetos trazidos pelos europeus, e estes viam o que aquela terra e aquela gente poderiam oferecer-lhes. Para ambos aquela era a visão do paraíso.

Os europeus começaram a impor sua cultura, sua religião logo que chegaram. Trouxeram a terra um marco que duraria até os dias de hoje, ou pelo menos o significado: uma cruz. Símbolo da religião católica. Aquilo demonstrava aos portugueses que aquelas terras lhes pertenciam e que eles vinham em nome da Igreja, de Deus.

Havia um tratado, o de Tordesilhas, firmado pelo Papa que dava direito das terras a oeste da “linha” para a Espanha, e as ao leste pertenceriam a Portugal.

A religião também seria imposta a força. Assim como muitas outras coisas.

No início a convivência era boa em muitos lugares. Os nativos buscavam o Pau-Brasil, principal produto exportado dessas terras, e os levavam para as feitorias, cortados, em trocas de coisas como: espelhos, machados, roupas, talheres, etc. Com a chegada de outros navios, de outros reinos europeus iniciou-se a disputa para ver quem conseguiria a lealdade e o trabalho dos nativos. Houve alianças entre os europeus e tribos nativas que guerreavam, estimulando assim a rivalidade e as lutas.

Por que os europeus vinham de tão longe buscar algo que havia em abundância nesta terra? Por que os nativos trocavam quinquilharias por uma madeira que poderia ser comercializada? Essas são perguntas que eu me faço, e provavelmente que ambos os lados se faziam. Era complicado entender e ainda é. Todos esses povos que aqui viviam eram diversos, eram diferentes nações, mas mesmo assim foram tratados como uma única “espécie” pelos europeus.

Não é fácil tomar uma posição neutra, mas também é difícil ter uma posição a favor dos europeus ou nativos. Os nativos acreditavam estar ganhando com a negociação entre eles e os europeus, mas foram dizimados por doenças e lutas. Os europeus não eram bobos. Aproveitaram-se de tudo isso.

Acredito que para podermos analisar os acontecimentos e os pontos de vista, seria necessário voltar ao passado, apenas como um simples observador, tentando ser o mais neutro possível, sem interferência de culturas e pensamentos. Sim, tudo isso seria meio impossível, mas fica a dúvida: de que lado eu ficaria? Talvez se eu continuar a pensar descubra. Ou não.

Enfim, nos cabe tentar entender como tudo aconteceu, se questionar e pesquisar. Faz parte de quem somos termos ousadia. Sejamos ousados!

E você, caro leitor, vai embarcar nessa viagem cheia de contradições e mistérios do passado? Vai se deixar levar pela curiosidade?

Revolta de Filipe dos Santos


Felipe Bastos da Costa Côrtes


Durante o período conhecido como “Ciclo de Ouro” em 1720, em Minas Gerais, acontece um conflito que ficou conhecido como Revolta de Filipe dos Santos (também conhecida como Revolta de Vila Rica). Ela leva esse nome por conta de um de seus líderes – Filipe dos Santos. Ela aconteceu em nome de uma revolta contra os grandes impostos cobrados pela Coroa Portuguesa, e também pela exigência das Casas de Fundição que tirava muito ouro deles. Esse foi apenas uma dos muitos conflitos que ocorreram nas Minas Gerais por causa da disputa pelo ouro.

O tropeiro Filipe dos Santos e os outros revoltantes achavam um absurdo os grandes impostos cobrados pela Coroa Portuguesa e as Casas de Fundição que tiravam grande parte do ouro que eram encontrados por eles. Filipe e outros líderes reuniram cerca de duas mil pessoas para enfrentar a Coroa Portuguesa. A revolta durou mais ou menos um mês, mas a Coroa conseguiu deter os revoltantes, depois de voltar atrás ao dizer que não colocaria as Casas de Fundição para funcionar.

Filipe dos Santos foi considerado o líder da revolta. Como punição ele foi condenado ao enforcamento em praça pública. Isso aconteceu de forma para que ninguém quisesse repetir o que ele havia feito. Depois da revolta, a Coroa portuguesa aumentou ainda mais a fiscalização na região das minas, tentando combater o contrabando de ouro.

Esse texto veio para ajudar a todos entenderem um pouco mais sobre essa revolta que até hoje ouvimos falar. É interessante reler o poema Da destruição de ouro podre que poetisa Cecília Meireles escreve. Fizemos uma atividade da disciplina de História. Confira: http://ed8a.blogspot.com/2011/08/da-destruicao-de-ouro-podre_2439.html.

Espero que tenham gostado.  


Crédito da imagem: http://www.brasilescola.com/historiab/revolta-filipe-santos.htm acesso em 28.ago.2011.