segunda-feira, 11 de julho de 2011

Astrologia


Luiza Estefano

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso! E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto.
E conversamos toda a noite, enquanto
A Via Láctea como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto”.

Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas?
Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”
Soneto XIII da Via Láctea
Olavo Bilac, Poesias, 1985: 52.

Resolvi começar com esta epígrafe, pois ela fez com que eu refletisse sobre um assunto: as estrelas. As estrelas e suas constelações têm nomes variados. Você, leitor, já parou para olhar as estrelas e por alguns minutos pensar como elas são belas e brilhantes? Muitos dizem que elas nos revelam o futuro. Quais estudos fazem isto?

Alguns são os estudiosos que exploram este específico tema: os astrólogos. A astrologia, segundo estes, é muito importante para nós, pois é ela que estuda os astros, suas localizações entre os planetas, suas “ligações”. São estudos que buscam entender como as posições dos astros podem, hipoteticamente, “prever” informações sobre a personalidade, as relações humanas, e outros assuntos. Isso se chama “sincronicidade”.

Viram a importância de estudar as estrelas? Se antigamente elas eram usadas para meio de localização com certos objetos materiais como o astrolábio, entre outros, como estudamos durante tantas vezes em nossas aulas de história (com o Prof. Fernando na sétima série), hoje sabemos que a importância das estrelas vai muito além.

Como alguns não devem saber, os estudos da astrologia acreditam que as estrelas formam um mapa astral. Sim, um mapa. Você deve se perguntar: como assim? Eu só vejo um monte de pontinhos brilhantes no céu!

O mapa astral, segundo os astrólogos, é como uma impressão digital, ninguém possui igual ao de outra pessoa. Fala-se que a respeito dele se pode ver a posição dos planetas do sistema solar dentro dos signos do Zodíaco - que são como um cinturão rodeando a Terra – formando um desenho único, simbolizando os vários planos da sua vida prática e realidade espiritual.

Alguns sites atualmente dizem explicar seu futuro, mas não se pode acreditar em tudo que lê. Faça o teste, pesquise e tire suas conclusões. Abaixo alguns sites sobre as previsões do seu signo:



Por exemplo, meu signo é Áries.
Ascendente: de Touro.
Astro: Sol.
Um exemplo de mapa astral.


Referências: (caso queria saber um pouco mais sobre o assunto):

Créditos das imagens:

CONVITE: 1º Seminário "Iniciação Científica na Escola"

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Cutting ou Auto-mutilação


 Carol Gomez

Ei você. Sim, você mesmo que está lendo este texto. Você já ouviu falar em cutting? Talvez não nesse termo, mas sim como auto-mutilação. Espere, eu sei que esse texto parece grande e chato, mas é importante. Por favor, continue lendo até o fim.

Cuidado com o que faz, pois tem marcas que nem o tempo apaga.
Auto-mutilação... não soa como uma coisa absurda e doentia? Não lembra perda de membros e sangue? Sim. Parece algo de filmes, não?

O que muitas vezes não sabemos é que essa prática vem se tornando cada vez mais comum, ou pelo menos mais conhecida e comentada entre os jovens. Muitas pessoas que sofrem disso escondem o problema com medo de serem julgadas, excluídas ou até por vergonha.

Demi Lovato
Uma das grandes questões para que isso tenha se tornado mais conhecido e comentado, é que alguns famosos foram vistos com cortes no braço, como por exemplo Demi Lovato e Lindsay Lohan. Muitas pessoas ignoram que isso aconteça com seus filhos, amigos, ou conhecidos e muitas vezes acabam julgando e tornando o problema ainda maior. “Suicida”, “emo”, “masoquista”, “doente”, “louco”, “problemático”, “...que quer chamar a atenção”, acredite ou não, são essas palavras que muitas vezes as pessoas escutam. E elas machucam. Muitas perguntas também são feitas: “por que você fez isso?”,  “você tentou se matar?”, “você está com problemas?”, “com o que você fez?”, “Não dói?”.... São tantas perguntas, como se as pessoas precisassem saber de tudo isso. 

Lindsay Lohan
 O cutting acaba se tornando um “vício”, e quanto mais tempo se pratica, maiores são as dificuldades em parar. Muitas vezes a pessoa procura a auto-mutilação como forma de fugir de algo, de algum problema. O que ela não se dá conta é que o alívio é apenas momentâneo. Depois de algum tempo surgem os problemas: a dor dos cortes, os problemas que acabam não se resolvendo e a culpa (a vergonha do que fez).

Há depoimentos, em várias comunidades virtuais (sites) com reportagens de praticantes ou ex-praticantes de cutting que contam parte de suas experiências. Abaixo selecionei alguns deles. O primeiro deles é o comentário deixado por uma garota que ao escrever sobre o assunto diz:

bem, posso falar com experiencia de causa pois pratico isso... eh complicado pq vc nao pode contar pra ninguem, iriam dizer q não tenho motivos e tal, mas ninguém me entenderia sabe? Enfim... meus braços são um retalho... minha família acredita q eh fruto de uma queda da escada na casa de um amigo... acho q eles se forçam acreditar nisso... não quero magoar meus pais por isso não peço ajuda... sei q não eh normal, mas sei (pelo menos acho q sei) ate onde posso ir... não quero realmente me matar.. apenas aliviar as dores q não podem ser expressas por palavras...” (Malukinha)

Outro depoimento que me chamou atenção:

”(…) engraçado as pessoas dizerem que vc faz isso pra chamar a atenção. Se na verdade a gente faz isso escondido e tenta q ninguém veja.” (Anônimo)

Esses são dois comentários que falam bastante sobre como as pessoas se sentem. Em outros comentários também podem ser observados com o quê os cortes são feitos: giletes, canivetes, facas, tesouras, estiletes e até com cacos de vidros, indo de superficiais a mais profundos.

É difícil entender o que se passa na cabeça de quem pratica o cutting, e há quem julgue e piore a situação. Auto-mutilação é um vício que pode sim ser superado. Com a ajuda dos amigos, família, e se você preferir com a ajuda de um psicólogo. Não é um bicho de sete cabeças, o cutting, só precisa de força de vontade e apoio. Conversar com alguém da sua confiança, desabafar, te ajuda a entender o que se passa, e aos poucos as coisas vão ficando mais claras. A única coisa que pode ficar para sempre são as lembranças.

 Apoio é o que se precisa nessas horas. Sabiam que o cutting vem muitas vezes acompanhado de distúrbios alimentares e muitas vezes por conseqüência do Bulling? Sim, o nosso “novo” e já muito conhecido companheiro, aquele que se tornou um assunto bem comentado, e tema de alguns textos dos blogs das oitavas.

É isso gente. Não julgue sem conhecer. Tente se colocar no lugar da pessoa. Ou simplesmente não fale nada. Se não tens nada para contribuir, fique calado. Cutting também é sério.

Você já conhecia o cutting ou conhece algum caso? Comente, sua participação é muito importante!

Depoimentos:
http://www.amar-ela.com/cutting-auto-mutilacao acesso em 20 de junho de 2011

Crédito das imagens:
http://passandoalimpo.tumblr.com/ acesso em 20 de junho de 2011.